O Coronavírus e a chegada do inverno no Brasil

Vivemos hoje uma grande incidência de casos do coronavírus no Brasil e precisamos agora voltar a nossa atenção à chegada do inverno. Pouco se fala sobre como as temperaturas climáticas afetam a propagação da Covid-19, mas estudos relacionados ao surto da gripe suína (H1N1) no país em 2009 apontaram um maior número de pessoas contaminadas em períodos onde o clima estava mais frio. Isso leva alguns especialistas a acreditarem que o coronavírus esteja em conformidade com essa mesma estrutura.

 

Como médica pediatra e sanitarista, posso afirmar que as doenças respiratórias, como gripes e resfriados, são mais propensas nessa época do ano, tornando as pessoas mais suscetíveis a infecções e a uma baixa imunidade. Pesquisando sobre o assunto, descobri, por meio de estudos brasileiros, que o calor enfraquece a capacidade do coronavírus de sobreviver em superfícies e vejo que o verão, com o tempo mais quente, nos ajudou até o momento na contenção da proliferação da doença.     

Os vírus são estruturas que, normalmente, ficam mais estáveis em baixas temperaturas, além do fato de que as gotículas expelidas por pessoas contaminadas permanecerem mais tempo no ar seco, o que é comum nos dias de inverno.

 

Esses pontos levantados servem para nos deixar atentos e preparados para os próximos meses que virão. Nossas únicas armas para combater essa pandemia são o uso das máscaras, o isolamento social e a higienização constante das mãos com água e sabão, além do álcool em gel como alternativa. 

Creio que as medidas para a liberação do isolamento social devem prever um possível agravamento no número de casos, levando nossos governantes a criarem ações antecipadas para a chegada do inverno. Dessa vez precisamos nos preparar para um possível aumento de casos, evitando assim um maior número de mortes. Preservar vidas deve ser o nosso único objetivo agora.